2015 foi um ano estranho. Bom, eu diria, na maior parte do tempo.Teve seus problemas, sempre tem, mas os pontos positivos superam os negativos.
Pelo menos eu vejo assim. Porque foram muitas perguntas e nenhuma resposta. As coisas que se fecharam, posso dizer, não se fecharam por completo. Mas isso não me parece algo negativo. Pelo contrário, não ter resposta me faz sentir livre - eu posso escolher meu caminho com uma liberdade que, um ano atrás, eu não julgaria possível. As perguntas, sozinhas, fazem muito mais sentido que qualquer resposta pronta que eu pudesse ter.
Esse ano foi o ano em que coisas que me importavam tanto, desde 2008, deixaram de me importar. Foi o ano em que novos objetivos foram estabelecidos na minha vida. O ano em que as dúvidas foram maiores, mais importantes e mais relevantes que as certezas. Isso é mágico, é precioso, nada é maior do que isso. Então eu só tenho a agradecer pelo ano que me passou.
Esse ano foi o ano em que coisas que me importavam tanto, desde 2008, deixaram de me importar. Foi o ano em que novos objetivos foram estabelecidos na minha vida. O ano em que as dúvidas foram maiores, mais importantes e mais relevantes que as certezas. Isso é mágico, é precioso, nada é maior do que isso. Então eu só tenho a agradecer pelo ano que me passou.
Eu lembro do momento em que eu percebi que meus planos de passar a vida numa sala carimbando documentos talvez não fossem os mais adequados pra mim. Lembro do momento em que o frio na barriga me fez perguntar se não valia a pena largar a vida que eu tenho agora e tentar algo totalmente imprevisível. Lembro quando uma postagem no facebook me abriu o chão e me deixou de pernas pro ar - e lembro quando, no tecido, eu percebi que ficar de pernas pro ar era desnorteante, sim, mas também (não dá pra negar) bastante divertido. Eu me diverti pra caramba esse ano. E não acho que precise de muito mais do que isso pro meu futuro.
Algumas vezes - muitas, na verdade - eu me perguntei se esse meu jeito meio lento não era uma coisa horrível. Hoje eu percebo que as coisas acontecem no ritmo que precisam acontecer, e talvez o maior mérito que eu tenha na vida seja respeitar isso. Eu olho pros outros e me sinto atrasada, sim - mas olho pra mim e tudo parece se encaixar tão perfeitamente. Eu não quero mexer na única coisa em mim que parece tão correta.
Então, meu objetivo pro ano novo: mais perguntas. Mais imaginação. Mais pernas pro ar (literalmente ou não). As respostas, se vierem, que venham no ritmo certo. Eu me sinto bem, pela primeira vez em tanto tempo que me é até difícil lembrar. E me sentir bem é a prioridade. O que vier de resto, bem,é lucro.
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