terça-feira, 23 de outubro de 2012

About the things people I left behind

Ontem peguei me pensando nas pessoas que eu deixei pra trás nessa vida. Sabe, não pessoas que, por um motivo ou outro, acabaram se afastando, mas pessoas que eu resolvi que não queria mais. Tentei achar algum padrão pra elas. Bom, obviamente, elas me decepcionaram em algum momento, mas fora isso, não consegui achar mais nenhuma grande ligação. Vamos à listinha:

Chapeleiro Louco (2008?): criatura mais bizarra com quem já me meti. Era super amigo, sumiu do dia pra noite. Surgiu tempos depois com draminha tipo "mimimi você não fala mais comigo ;~~~", voltamos a nos falar aos poucos até que ele começou a sumir novamente. Me irritei e cortei relações. Acho que foi o primeiro caso de drama que eu antecipei e saí fora antes de ter que aguentar. Outros vieram depois dele, sendo um padrão geralmente seguido pelos imbecis que eventualmente eu tenho que lidar.
O fim: Chapeleiro Louco estava amicíssimo meu novamente, disse que ia pra fronteira e ia me trazer de lá um absinto, o que me deixou felizona. Ele voltou e não puxou mais conversa comigo. Tentei falar com ele umas três vezes, mas ele sempre se esquivava. Eu, que já tinha passado por isso antes, não aguentei a palhaçada e cortei relações. Não lembro se eu bloqueei ou não, só sei que ele nunca mais entrou em contato.

Lobo Mau (2008) - já faz algum tempo que quero escrever sobre esse ser aqui, mas acho que o post ficaria gigantesco. É muita mágoa, muito ódio atravancado na garganta. Mas sinto que eu preciso. Basicamente, Lobo Mau parecia achar que tinha algum direito divino de escrotizar as pessoas, e ficava putíssimo se a pessoa (no caso, eu) reclamasse. Quando não vinha um draminha também. Outro tipo de ser que aparece com determinada frequência na minha vida. Tenho que ver isso aí, não tá fácil de aguentar. 
O fim: Lobo Mau e eu fomos num show do Matanza, final do campeonato brasileiro, grêmio em segundo lugar (ele era gremista fanático) e ele bebendo desde umas 4 da tarde, hora que começou o jogo. Quando eu cheguei pro show, ele já estava mamado e começou a dar seu showzinho particular, se empoleirando nas grades do Opinião e gritando feito um retardado, enquanto eu desejava ser um avestruz para cavar um buraco no chão e meter minha cara lá dentro de tanta vergonha. Isso, junto com uma série de brigas anteriores, decretaram o fim. E no caso dele, foi serviço completo: bloqueio no msn, twitter, email, orkut (deletei minha conta pro causa dele), número apagado do celular e tudo mais. Se ele tentou entrar em contato, não rolou. Nem tinha como.

Alice Maravilha (2010) - uma das maiores mágoas da minha vida. Amiga, amigona, amicíssima, até o dia que eu caí na merda e ela não fez o menor esforço pra me ajudar. Já falei dela antes, aqui e aqui, e o mais engraçado é que lá no inicio do blog tem um post que eu falo dela ainda como minha amiga, tu vê só como são as coisas. Foi com ela que eu entrei no show do Metallica na finaleira. Aliás, essa foi a última vez que eu encontrei ela pessoalmente.
O fim: Alice tinha um hábito muito feio: achava que esse planeta na verdade era  seu país das maravilhas particular, onde ela era a rainha. Todos deviam viver em função dela, embora, claro, ela não mexesse um dedinho pra fazer algo pra alguém. Perdi as contas de quantas vezes ela marcou de sair comigo e simplesmente sumiu no dia marcado, sem atender celular, sem responder mensagens e sem dar explicações, claro, que rainhas não precisam se explicar. Mas estou enrolando: no dia do show do Metallica, Alice me convenceu a ir também no show do Guns, que ela sempre foi muito fã e seria uns dois meses depois. Quando resolvi ir, entrei em contato com ela, que, como de costume, não respondeu. Mandei mensagem dizendo pra ela entrar em contato comigo pra gente marcar de ir no show e nada. Fui sozinha. Dois meses depois, ela me manda uma mensagem - obviamente, sem fazer referência a todas as mensagens que eu tinha enviado pra ela antes, como era seu costume. Não respondi. MAIS DE UM ANO DEPOIS ela me manda a seguinte mensagem no facebook: "acheiiiiiiiiiiiiiiii! por onde tu anda sua poia! saudade! bjaooo". Assim, como se esse mais de um ano não tivesse passado. Obviamente, também não respondi. Ela não me mandou mais mensagens, nem me adicionou, apesar de termos vários amigos em comum no facebook. Acho que entendeu a deixa.

Hiena Hardy (2012) - ó vida, ó azar, nada dá certo pra ele. Ele trabalha demais, estuda demais, quase não dorme e nunca tem dinheiro. Mas que a maioria dessas merdas é ele mesmo que provoca ele não faz questão de lembrar, claro. Hiena Hardy ganhou minha antipatia por adotar um comportamento que o Lobo Mau era mestre: se fazer de louco. Mete no teu cu e passa por ti como se nada tivesse acontecido. E o pior, ainda se acha o injustiçado. Desculpa? Pra que desculpa? Eu fiz alguma coisa? Como assim, tá braba por quê? Por que vocês agem desse jeito comigo? Nem fiz nada... sou uma vítima. Ai de mim. Como sofro.
O fim: Hiena Hardy ganhou meu desprezo total depois de bancar o louco durante um trabalho que deveria ser feito em dupla, mas que, adivinha!, eu fiz sozinha. E coloquei o nome dele, claro. Sabe. Eu entendo que ele tivesse seus motivos. O que me fode de verdade é que não precisava ter sido daquele jeito. Ele poderia ter falado comigo antes e explicado a situação, eu ficaria de cara, mas iria entender. Ele poderia ter falado depois, pedido desculpas e se explicado - claro que eu ficaria puta, mas, de novo, conseguiria entender e deixaria pra lá depois de um tempo. Mas deixar eu fazer um trabalho sozinha e não ser capaz nem de me agradecer? Ah, vai tomar no cu. Fora da minha casa, fora da minha vida. Hiena Hardy tentou continuar bancando o louco, mas meu empenho em não lhe dar nem bom dia parece que o fez perceber que não é bem vindo. Mas imagino que pra ele deve ser até melhor, imagina só poder falar pra todo mundo que aquela louca parou de falar com ele POR NADA? Pobrezinho, como as coisas dão errado pra ele. E ele nem merecia isso. Ó vida...

Avril Lavigne (2012) - um pedaço de mim acha muita maldade colocar esse apelido nela. Outro começa a cantar "he was a skater boy, she said see you later, boy" sempre que ela aparece. Avril Lavigne é a revolta adolescente encarnada. Todos são idiotas, o mundo é uma merda, as pessoas são horríveis. Aí ela diz que tal lugar tem muita gente trouxa, ignorando que ela mesma anda com pessoas tão trouxas quanto aquelas que ela critica e acha tudo  muito normal. Sabe aquele menino mau da sétima série que dizia pra quem quisesse ouvir que "eu não tenho medo de ser levado pro SOE", deixando os coleguinhas certinhos impressionados? É ela. Com a diferença, claro, que Avril não está no colégio. Nem eu - por isso mesmo, não aguento mais esse tipo de comportamento. 
O fim: não veio - ainda. O que mais me dói é que Avril Lavigne era uma pessoa que, até pouco tempo atrás, eu gostava muito. Achava ela engraçada, divertida e tudo mais que todo mundo continua achando. Só que ela pisou na bola comigo. Coisa pouca, facilmente remediável, mas, tal qual Lobo Mal e Hiena Hardy, preferiu bancar a louca e fingir que nada  havia acontecido. E pronto: fodeu tudo. Aos poucos foi caindo e caindo no meu conceito. Agora, qualquer espirro que ela dá me parece coisa de imbecil querendo chamar a atenção. Mas o pior de tudo é que todos continuam gostando dela, e eu sou a única a não gostar mais - ou melhor, não aguentar mais o papinho revoltz-descolada-ironicuzinha que ela tem. Daí é uma irritação que eu tenho que aguentar no osso, sozinha. Pelo menos por enquanto. 

Acho que são esses. Algo me diz que, daqui a algum tempo, Avril Lavigne nem será mais digna de nota, mas por enquanto é a mais presente (consequentemente, a que mais tem me irritado). Veremos.

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