sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O abismo

É horrível, sabe. Perceber que você está indo ladeira abaixo. E não conseguir evitar isso. Já me vejo daqui a dois meses chorando todos os dias antes de ir pra aula, 2008 feelings. E não sei o que fazer pra evitar. Porque eu tenho a impressão que não há nada pra fazer. Que o negócio é esperar. É torcer pra que isso termine no fim do semestre. É estar preparada para a tempestade. endo que, no fundo, você sabe que não existe preparação. É passar por isso e fim.

Lembrei agora de um professor meu de geografia do técnico em meio ambiente. Se não me engano, o assunto era sobre vulcões. Daí ele fala que, se tivesse um vulcão ali perto e ele soltasse aquela fumaça tóxica, era o fim. Porque, mesmo sabendo que a morte estava próxima, simplesmente não haveria como fugir.

Lembrei de um outro caso: um cientista que trabalhava com radioatividade. Um dia ele foi contaminado, se trancou no laboratório e ficou anotando os efeitos da radiação até o momento da sua morte. Porque não havia mais nada a fazer. Não havia mais salvação.

Salvação. Tudo que não há. O que será que esse cientista sentiu quando percebeu que estava contaminado? Não sei, mas talvez lidar com isso com o sangue frio dele seja a maneira mais eficaz. Vou tentar me inspirar.

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