Eu tenho essa mania - que na real eu acho que todo mundo tem - de falar sozinha. Mas meus "falar sozinha" nunca são realmente sozinhos: eu falo com pessoas. Falo sozinha como se estivesse conversando com alguém. Eventualmente até posso falar com amigos imaginários, seres que só vivem na minha cabeça, mas na maior parte dos casos eu converso com pessoas que eu conheço mesmo: invento situações, falo o que eu quero, daí imagino a resposta que ela daria e o que eu responderia, e assim o diálogo segue. É meio babaca pq eu sinto que faço isso pq não tenho coragem de falar pessoalmente tudo o que eu penso, mas não dá pra negar que, pelo menos, é uma forma de descarrego.
Pois bem. Eu tava com um cara um tempo atrás, que meio que foi o primeiro que eu comecei a gostar depois que o dementador from hell apareceu (e sumiu) na minha vida. E tava tudo indo bonitinho até que... não mais. Acabou (?) e ele começou a agir como um belo babaca, da mesma forma que todos (ok, quase todos) os homens agem. Nessas horas minhas discussões imaginárias ficam a mil e eu não paro nunca de xingar a pessoa. E foi bem o que eu fiz com ele.
Só que.
Eu errei o nome dele. E chamei ele pelo nome do dementador.
Numa discussão imaginária.
Três anos depois do dementador ter (supostamente) saído da minha vida.
Quer dizer.
Eu achei que já estivesse razoavelmente superado. Mas não. Agora a pergunta: quanto tempo ainda pra esse cara sumir da minha vida de vez? Será que algum dia eu vou realmente conseguir superar tudo o que aconteceu?
Medo. MUITO medo das respostas.
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