terça-feira, 9 de novembro de 2010

O show do McCa, o show da (minha) vida - Parte Um

Começando a história dizendo o óbvio: eu não ia no show. Pq não tinha dinheiro qd começaram as vendas dos engressos E, quando eu consegui o dinheiro, os ingressos já tinham esgotado (HAHAHA). Fiquei triste, mas né, tentava falar pra mim mesma que ó, que que é isso, tu nem é tão fã de McCa/Beatles assim pra me incomodar com isso (cof cof, mas enfim). E o show seria no dia do ENEM. Mais um motivo pra eu não me preocupar com o show (cof cof de novo, né). Mas o destino (ah, esse destino tão pregador de peças...) NÃO QUIS que fosse assim.

Recebi a carta informando o local da prova. E, ops, olha ali, PERTINHO DO BEIRA-HELL. É bóvio que eu comecei a me programar pra ouvir o show do lado de fora, pq né. Era a única chance de acompanhar de perto o espetáculo. E eu queria, queria MESMO, fazer parte, dizer que "olha, eu estava lá!". Pq, vamos combinar, quantas vezes na vida eu teria outra chance como essa? Provavelmente nenhuma. Era tudo ou nada.

Agora vou contar algo que eu realmente não tinha me dado conta até escrever aqui: eu SENTIA que eu ia nesse show. Não sei se por causa do que aconteceu no Metallica, sei lá, mas eu tinha uma esperança verdadeira de ver esse show. Tanto que eu levei 100 pila comigo no domingo, pra fazer a prova (JURA que alguém ia vender ingresso a 100 reais, mas né. FALA ISSO PRA MINHA ESPERANÇA). Era como se não passasse pela minha cabeça a ideia do Paul McCartney, o ex-beatle, vir para a minha cidade e EU NÃO VER. Logo eu, a queridinha do deus metal. Claro que isso NUNCA ia acontecer, né?
É. Não aconteceu. EU. FUI.

Eu saí do enem podre de cansada, com dores no pescoço e tudo, e pensando se valia a pena dar uma passada na frente do Beira-Hell pra ver como tava o movimento (já tinha desistido de ficar pra ouvir o show). Tô saindo e vejo a minha irmã e meu cunhado me esperando. Vou até eles (com o coração apertaaaaado!) e minha irmã pergunta: "e aí, quer ver o Paul McCartney?". E eu sem nem acreditar direito, enquanto ela falava "olha, se tu quiser ir, a gente te da o ingresso. Vai ser teu presente de natal pelos proximos dez anos!!". Meu cunhado disse (o ingresso era dele) que não tava muito a fim de ver o show, e minha mãe tinha dito que eu tava louca pra ir, então, se eu quisesse ir, ele me dava. Bom. ADIVINHA se eu quis ir?

Eles me levaram até lá de carro, eu agradeci mil vezes e fui. Sozinha, BÓVIO, pq decidi ir na última hora. Não que seja novidade pra mim, mas sempre dá um medinho ir num evento dessas proporções sozinha. Mas, como eu disse antes, era TUDO OU NADA. Fiquei perdida lá uma meia hora tentando achar a fila (único ponto negativo: falta de organização na entrada. dei voltas e voltas até encontrar minha entrada, e sabe quantas pessoas da produção eu vi ajudando o pessoal a se organizar? NENHUMA). Consegui, entrei e catei um lugar que foi ÓTIMO, exatamente em frente ao palco (ponto positivo de estar sozinha: era UM só lugar vago. se eu estivesse acompanhada, nunca acharia um lugar tão bom assim). Sentei. Era mais ou menos umas 19:20. Mais de uma hora e meia de espera, então. E eu esperei e esperei e esperei. O sol se pôs, o povo começou a fazer a ola, o estádio foi enchendo, uma duplinha bagaceira fez o "show" de abertura (show entre aspas mesmo, pq cruzes!), e eu ali, esperando. As nove horas se aproximavam. Cada vez mais, minuto a minuto, segundo a segundo, chegava mais perto.

Até que chegou.

E o show começou.

(continua)

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